Sucessão sem nenhuma dificuldade não existe. Mas existe sucessão sem ruptura, e a diferença entre uma e outra quase sempre está no momento em que a família decide começar a conversar.
Em muitas famílias empresárias do agro, o assunto só aparece quando não dá mais para adiar: uma doença, um afastamento, uma partilha. Aí a sucessão precisa acontecer às pressas, no meio da emoção, com filhos que nunca foram preparados para decidir e pais que nunca abriram espaço para isso. É nesse cenário que a terra vira disputa e o que era para ser legado vira conflito.
As famílias que atravessam a sucessão com mais tranquilidade não são as que têm menos problemas. São as que começaram antes. Antes, os filhos já convivem com as decisões, entendem os números e sabem o peso de cada escolha. A família já combinou critérios, papéis e regras enquanto ainda havia calma para conversar. E o fundador já foi, aos poucos, aprendendo a dividir o comando.
Sucessão não é um evento que acontece no dia em que alguém sai. É um processo que começa quando a próxima geração começa a ser preparada. Quanto mais cedo ele começa, menos ele dói.
Se a sua família ainda não começou essa conversa, talvez o melhor momento seja agora, enquanto ela ainda pode ser feita com tranquilidade.
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