Eu trabalhava tanto quanto o meu marido e, mesmo assim, quis para mim a maior responsabilidade na formação dos meninos, porque foi uma escolha conversada entre nós dois e não uma sobra que caiu no meu colo por descuido.

Com isso ele ficou livre para pensar no patrimônio, naquela construção que lá na frente ia importar, e cada um cuidou da sua frente enquanto os dois erguiam a mesma coisa.

Nenhum de nós ficou menor por causa disso, e o que a gente não teve foram vinte anos de atrito por decisão boiando dentro de casa, esperando alguém assumir.

Depois chegou o tempo dele e eu passei o bastão, porque papel definido também muda quando a vida muda.

Manda para a pessoa com quem você divide as decisões da sua casa.

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