Eu nunca quis que os meus filhos apenas conservassem o que receberam. Quem só conserva, encolhe.
Recebo muita mãe preocupada em deixar tudo pronto, tudo fácil, o caminho lisinho para o filho não penar como ela penou.
E eu entendo o amor que tem nisso. Mas o filho que recebe tudo pronto quase nunca aprende a fazer, aprende só a ter, e o dia que precisar erguer alguma coisa sozinho vai descobrir que ninguém nunca deixou ele treinar.
O que eu quis passar para os meus foi outra coisa. Não o patrimônio já feito, mas a capacidade de fazer, que é a única herança que ninguém perde numa crise, num divórcio, num mau negócio.
Se você está formando alguém para andar com as próprias pernas um dia, me acompanha por aqui.
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